quarta-feira, 27 de junho de 2012

Lojas comemoram o fim do televisor de tubo, mas alguns consumidores ainda resistem às novas tecnologias

Neste primeiro semestre de 2012, os televisores de tubo são raridade no comércio de Porto Alegre.
Com o seu desaparecimento das prateleiras de lojas e mercados, quem agradece são os vendedores, pois com o espaço ganho para exposição e nos depósitos podem vender mais e um produto com maior valor agregado, pois as Tvs de LCD, Plasma e LED são muito mais finas e mais leves, além de serem mais caras. Engordando assim suas comissões. 
No começo das vendas de TVs de LCD na década de 90 era assim...
Contudo o vendedor da loja do Ponto Frio em Porto Alegre, Ademir Bragantini conta que: “Ainda vem alguma vovó ou vovô atrás das TVs de verdade, pois são mais fortes que as atuais telas fáceis de quebrar“. Além disso, afirma que tem o público das pessoas de baixa renda: “Eles procuram pelas TVs de tubo mais pelo preço”.

Hoje em dia não restou espaço para as TVs de tubo.
Sob este aspecto existem ainda fiéis consumidores deste tipo de tecnologia, assim como dona Suely de Oliveira de 75 anos e há 22 “companheira” de sua Panasonic 20 polegadas, que nunca deu problemas a ela, além de ser útil para outras coisas que uma “TV de papel” não o seria.


Fiel companheira 
Conta a Idosa que seus filhos já tentaram lhe presentear com uma destas novas “maravilhas da tecnologia”, mas como achou difícil de manusea-la devolvera o presente de Natal. Com bom humor diverte-se dona Suely:  “Presente de Natal que nada, aquilo era um presente de grego”.

Muito religiosa, ela relata ainda que toda manhã assiste há um programa ao qual o pastor pede que se coloque um copo d’água em cima da TV, para abençoar a água e trazer algum benefício a quem bebê-la, “meu filho como eu poderia colocar o copo em cima de um aparelho daqueles?”. 

Onde dona Suely colocaria seu copo de água para ser benzido pelo pastor?
Certamente, para dona Suely os televisores de tubo ainda terão lugar certo e cativo, em seu lar e em seu coração.

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